Título e Perfil do Egresso

Título e Perfil do Egresso

Ao término do programa o Pós-Graduando recebe o título de “MESTRE EM CIÊNCIAS: ÁREA DE PESQUISA CLÍNICA” (modalidade Mestrado Profissional) que equivale ao “MPSD – MASTER PROFESSIONAL SCIENCE DEGREE – CLÍNICAL RESEARCH”.

O campo de desenvolvimento, pesquisa e aplicação de produtos para a saúde dos seres humanos é caracteristicamente inter e multidisciplinar. O trabalho é desenvolvido em equipes que podem agregar vários profissionais de múltiplas formações. Assim, o programa tem condições de habilitar vários perfis relacionados:

1. Pesquisador de prospecção e translação:

Profissional apto a trabalhar em todas as fases que envolvem a prospecção de uma nova molécula candidata a partir de ferramentas biotecnológicas como Genômica, Proteômica, Matebolômica, Bioinformática, Imunoquímica, Nanobiotecnologia, entre outras. Irá atuar na elaboração e condução de estudos pré-clínicos de toxicologia e segurança farmacológica necessários ao desenvolvimento dos medicamentos. Entre estes estudos estão os de ADME (Absorção, distribuição, metabolismo e excreção), AUC (Área sob a curva de concentração versus tempo), DL50 (Dose Letal 50%), LOAEL (Menor nível de dose com observação de efeito adverso), LOEL (Menor nível de dose com observação de efeito), MTD (Dose Máxima Tolerada), NOAEL (Nível de dose sem observação de efeito adverso), NOEL (Nível de dose sem observação de efeito) entre outros. Todos estes procedimentos envolvem BPL (Boas Práticas de Laboratório) para validação de agências regulatórias como ANVISA, EMA e FDA.

2. Pesquisadores clínicos:

Pesquisadores clínicos são os responsáveis pela elaboração e direção (Investigadores principais) dos ensaios clínicos e asseguram que os estudos são conduzidos de forma ética, seguindo as boas práticas clínicas e garantindo que todos os membros da equipa estão em conformidade com regras e regulamentos rigorosos.  Em geral, o papel de um investigador clínico envolve a escrita de metodologias do ensaio, concepção dos materiais do ensaio, instruindo a equipe de investigação sobre a condução do mesmo, a criação de centros de estudo, processos de julgamento, publicações, entre outras. Atuam em hospitais, universidades, laboratórios farmacêuticos e departamentos governamentais. As competências-chave são o pensamento crítico, resolução de problemas complexos e tomada de decisão, juntamente com excelentes habilidades de comunicação numérica, escrita e verbal.

3. Coordenadores/Monitores de Estudos Clínicos:

Profissionais de várias áreas responsáveis pelo suporte operacional das ações de condução do estudo auxiliando o investigador, em atenção às exigências metodológicas e éticas. Competência em metodologia, epidemiologia, pesquisa clínica, registros em saúde, questões regulatórias nacionais e internacionais, processos e procedimentos operacionais, sistemas de informação, finanças, bases jurídicas e regulamentações institucionais gerais.

4. Gerente de Informações em Pesquisa Clínica:

Profissional de área técnica responsável pela gerência de dados do projeto mediante interação com sistemas de informação. Conhecimento de sistemas de computação e informação para coleta, auditoria e relatórios de dados.

5. Enfermagem em Pesquisa Clínica:

Profissionais de enfermagem que atuam diretamente com o participante da pesquisa, promoção da intervenção e educação de aspectos da pesquisa. Conhecimentos de preparo e envio de materiais biológicos e perigosos, aspectos gerais de pesquisa clínica, ética e boas práticas.

6. Farmacêuticos em Pesquisa Clínica:

Farmacêuticos responsáveis pelo preparo, estocagem, controle, dispensação e contabilidade das drogas do estudo. Gestão de estudos de farmacocinética e bioequivalência, boas práticas de pesquisa clínica, aspectos metodológicos, regulatórios e científicos da área.

7. Biólogos e Biomédicos de Pesquisa clínica:

Condução das metodologias para a execução dos projetos, conforme normas regulatórias e boas práticas clínicas e de pesquisa, relação custo-efetividade, rigor técnico nas aferições e laboratório, confiabilidade de dados, validação e certificação de técnicas. Transferir metodologia da pesquisa básicas e experimental para a pesquisa clínica, desenvolver exames, técnicas, dosagens e novas metodologias de diagnóstico e/ou monitoramento.

8. Outros profissionais das áreas de humanas, exatas e biológicas:

Processos de gestão, regulação e desenvolvimento com demanda para psicólogos, administradores, físicos, biomédicos, advogados, engenheiros, comunicação e marketing, entre outros.