Menina de quatro anos morre após ser picada por escorpião

A tragédia se repete. Nesta terça-feira (10), menos de três meses após a morte de um menino de seis anos atacado por um escorpião em Barra Bonita (leia mais nesta página), uma menina de quatro anos não resistiu à picada do aracnídeo em Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) e à demora entre o fato e a aplicação do soro antiescorpiônico, que só ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista, em Bauru.

Yasmin Lemos Campos foi picada pelo escorpião de manhã, no quintal de casa, e levada pela mãe Letícia Lemos até a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cabrália Paulista, às 11h30. Segundo o prefeito da cidade, Zequinha Madrigal (PTB), com quadro de vômito, a criança  foi imediatamente transferida para o Hospital Santa Luzia de Duartina, onde chegou às 11h45.

Veja o vídeo abaixo com a reportagem:

https://globoplay.globo.com/v/6864472/

O provedor do hospital, Valdir Maximino, conta que o médico de plantão fez o atendimento inicial, medicou Yasmin e a manteve em observação no setor de pediatria. “Não houve falha nenhuma”, declara. “Isso é de praxe. As pessoas que vêm dar entrada são internadas para ver os procedimentos cabíveis e encaminhar para o local correto”.

Como o quadro da criança piorou, de acordo com o provedor, às 13h, a enfermeira telefonou para a UBS de Cabrália Paulista pedindo a ambulância para levá-la até Bauru. “Nós fizemos acordo com os prefeitos de Duartina, Cabrália e Lucianópolis e cada município é responsável por levar seu paciente com a ambulância e a enfermagem”, diz.

Com a chegada da ambulância, às 13h20, a menina seguiu para Bauru. No início da noite, Yasmin morreu. “Ela recebeu o soro antiescorpiônico, mas, provavelmente, pelo tempo da picada até o atendimento, ela ficou em estado muito grave e não resistiu”, informou a diretoria do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa) de Bauru, por meio da assessoria de imprensa da prefeitura.

NEGLIGÊNCIA

Para o prefeito de Cabrália Paulista, houve demora na transferência de Yasmin de Duartina para Bauru. “Eles, por não terem o soro, com a informação da picada de escorpião, já deveriam ter segurado a ambulância lá e mandado ela direto para Bauru”, critica. “Eu não sei por que eles tentaram segurar a criança. Eles só ligaram para cá na hora em que a criança piorou”.

Madrigal defende que o caso seja investigado por meio de inquérito policial. “Eles deveriam ter pego uma ambulância qualquer. É uma vida. Não era hora de ficar se prendendo a protocolo”, desabafa. “Uma vida não pode ser perdida pela negligência e pela má gerência de algumas pessoas”. Segundo o prefeito, há dois meses, a cidade passou por nebulização para controle de pragas.

 

 

Fonte: https://www.jcnet.com.br

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